Rede pública vai incluir educação financeira no currículo escolar

por Comunicacao — publicado 25/09/2019 10h35, última modificação 21/10/2019 11h29
Conceitos como economia, planejamento financeiro e princípios contábeis serão abordados nas atividades escolares durante o mês de maio
Rede pública vai incluir educação financeira no currículo escolar

Jovens aprenderão a lidar melhor com o dinheiro

O Jornal Oficial de Barueri publicou na última semana a promulgação da Lei Municipal 2.705/2019, que incluiu a educação financeira como tema em sala de aula nas instituições da rede pública de educação.

A proposta, de autoria do vereador Rafa Gente da Gente (DEM), prevê a realização de palestras, workshops e oficinas para os estudantes da educação infantil, ensino fundamental e EJA (Educação de Jovens e Adultos) durante a Semana Municipal de Conscientização sobre Educação Financeira, em maio.

“A educação financeira prepara a geração futura para desenvolver as competências e habilidades necessárias para lidar com seu dinheiro ao longo da vida. A escola é um ambiente onde estudantes aprimoram sua capacidade cognitiva e também o conhecimento que lhes proporciona capacidade de administrar sua vida em sociedade. Será a oportunidade de aprender a fazer escolhas, sonhar e descobrir formas de realização desses caminhos traçados”, explica o democrata.

De acordo com especialistas, o tema dialoga com diversas disciplinas do sistema de Educação e, ao ser trabalhado em sala de aula, possibilita ao estudante compreender melhor a realidade. Os estudantes aprenderão a priorizar necessidades, a importância de poupar parte dos ganhos, elaboração de orçamento familiar, juros, financiamento e tantos outros temas. 

Endividamento

O Brasil encerrou 2018 com um aumento de 4,41% no número de consumidores com contas em atraso, na comparação com o ano anterior. De acordo com dados do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do Serviço de Proteção ao Crédito, divulgados pela Agência Brasil, o país fechou o último anos com 62,6 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. O número representa 41% da população adulta que mora no Brasil.