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Barueri terá campanha de combate à automutilação entre crianças e adolescentes

por Diretoria de Comunicação Social publicado 28/09/2022 13h55, última modificação 28/09/2022 13h55
Estudos apontam aumento de ocorrências entre os jovens. Comportamento é associado a transtornos mentais
Barueri terá campanha de combate à automutilação entre crianças e adolescentes

Foto: Marco Miatelo/Câmara de Barueri

Crianças e adolescentes de Barueri terão acesso a uma nova política pública para prevenir e combater a automutilação, comportamento diretamente relacionado a transtornos mentais. Na sessão de terça-feira, 27, a Câmara Municipal aprovou a criação de uma campanha de conscientização sobre o tema.

De acordo com o Projeto de Lei 78/2022, estão previstas atividades durante o mês de agosto em escolas e demais instituições frequentadas pela população mais jovem.

O texto prevê a realização de ações interdisciplinares durante o “Mês de Prevenção, Conscientização e Combate à Automutilação”, com objetivo de conscientizar sobre o problema que afeta uma parcela sensível da sociedade. A ideia é levar informação sobre origens e razões que levam as crianças e adolescentes a se machucarem.

Para o autor da proposta, vereador Thiago Rodrigues (PDT), a automutilação traz um impacto negativo na vida dos jovens, por gerar uma perturbação crônica que gera riscos sociais, educacionais, instrumentais, físicos e psicológicos. “É um comportamento autodestrutivo que tem por objetivo punir a si próprio, frente a um sofrimento muitas vezes impossível de ser verbalizado ou expressado”, explicou o parlamentar.

O vereador alertou para o risco presente nas redes sociais que crianças e adolescentes acessam. “Se por um lado as redes encurtam as distâncias, por outro podem ser um canal para atacar as crianças e adolescentes, que pela imaturidade se tornam ainda mais vulneráveis a perversas propostas, entre elas a automutilação”, alertou Thiago Rodrigues. “São pessoas muito ruins que se utilizam da tecnologia para disseminar e incentivar práticas prejudiciais às crianças e adolescentes”, concluiu.